CONSUMO X FELICIDADE

Em um dia qualquer, num almoço informal com colegas de trabalho, o assunto era sobre consumo, sobre o quanto precisávamos de pouco quando éramos crianças, sobre humildade, sobre aceitar o que tínhamos e não sofrer por isso, sobre não desejar o que é de outra pessoa…

Lembro-me que quando criança, o supermercado do mês que meus pais faziam, tinham poucas “guloseimas” (doces, iogurtes, biscoitos), e o recado era: quando acabar acabou, só vai ter mais no próximo mês…

Compra de roupas e calçados novos só aconteciam no fim do ano, com o 13º do meu pai…

Presentes, somente no dia das crianças, aniversário e natal, fora essas datas, não adiantava pedir, e nem pedia…

E os presentes não eram escolhidos… sempre uma  surpresa.

Uma vez ao ano os passeios eram no Playcenter (um grande parque de SP que não existe mais) e no Zoológico. Não tinham idas a shoppings e restaurantes todos os finais de semana…Os passeios eram super valorizados.

Viagens aconteciam 1 ou 2 vezes ao ano, para o interior de SP ou Minas Gerais – casa dos meus avós.

E como tive uma infância FELIZ!

Observo as crianças de hoje, e incluo meus filhos (principalmente a mais nova) e percebo como nunca estão satisfeitos, como sempre querem mais e mais e nunca se satisfazem com o que possuem.

As redes sociais e seus inúmeros influencers digitais tem uma grande participação nisso, mostrando na maioria das vezes realidades inatingíveis para a maioria das pessoas, que ficam sonhando, se frustrando e se deprimindo com o que não podem ter, e pior, sem saber se é real  tudo que veem…

Hoje recebi um vídeo da minha amiga Vivian, que me tocou muito, mostrando-me que um dos grandes erros são os NÃOS que nós como pais deixamos de dar.

Seja para compensar a ausência ou falta de atenção, pois na sua grande maioria mãe e pai trabalham, ou porque dizer SIM é mais fácil que dizer NÃO.

Vamos ao texto do John Rosemond, autor e psicólogo familiar para a Prager University. É longo, mas vale à pena!

“Eu quero falar sobre uma vitamina essencial que você provavelmente nunca ouviu falar. Se você é um pai ou uma mãe, ou planeja ser um, pode ser mais importante para o desenvolvimento do seu filho, do que todas as outra vitaminas juntas. E só você, um pai ou uma mãe poderá fornecê-la. Eu a chamo de vitamina N, a palavra NÃO.

Mais e mais crianças que eu me deparo, sofrem de deficiência de vitamina N. E elas, seus pais e toda nossa cultura estão pagando o preço.

Deixe-me ilustrar o meu ponto com uma história que é muito típica:

Um pai, eu vou chamá-lo de Bill, deu ao seu filho de 5 anos praticamente tudo que o menino pediu. Como a maioria dos pais, Bill queria mais do que qualquer coisa que seu filho fosse feliz. Mas, ele não era. Em vez disso, ele era petulante, temperamental e muitas vezes mal humorado. Ele também estava tendo problemas para se dar bem com outras crianças. Ele era muito exigente e raramente ou nunca expressou qualquer apreciação, e muito menos gratidão, por todas as coisas que Bill e sua esposa estavam lhe dando.

Seu filho estava deprimido? Bill queria saber. Precisava de terapia?

Seu filho, eu disse a ele, estava sofrendo os sintomas previsíveis de ser excessivamente indulgente. O que ele precisava era de uma dose saudável e constante de vitamina N.

O excesso de indulgência – uma deficiência de vitamina N – leva a sua própria forma do vício.

Quando o ponto de retornos decrescentes é ultrapassado (e é passado bastante cedo), a recepção de coisas começa a gerar nada, além de querer mais coisas.

Um efeito terrível disso, é que os nossos filhos estão se acostumando a um padrão material que está fora de ordem com o que eles podem esperar alcançar como adultos.

Considere também que muitas, se não a maioria das crianças, atinge este nível de afluência, não por esforço, sacrifício, ou fazer o seu melhor, mas, choramingando, exigindo e manipulando.

Assim, no processo de inflar suas expectativas materiais também ensinamos as crianças que elas podem conseguir qualquer coisa do nada. Isso não só é uma mentira, como também é uma das atitudes mais perigosas e destrutivas que uma pessoa pode adquirir.

Pode ser uma longa história para explicar, por que a saúde mental das crianças na década de 1950, quando as crianças tinham muito menos, era significativamente melhor do que a saúde mental das crianças de hoje.

Desde os anos 50, e especialmente nas últimas décadas, enquanto a indulgência tornou-se a norma parental, as taxas de depressão infantil e adolescente dispararam.

As crianças que crescem acreditando no conto de fadas do “tudo-do-nada” são susceptíveis de se tornar adultos emocionalmente atrofiados e egocêntricos.

Então quando eles próprios se tornam pais, eles são susceptíveis a mimar seus filhos com coisas materiais – as pilhas de brinquedos, bichos de pelúcias e eletrônicos – que se encontram espalhados na maioria das casas. Dessa forma, o excesso de indulgência – uma deficiência de vitamina N, torna-se uma doença hereditária, um vício que passou de uma geração para a próxima.

Isso também explica por que as crianças que recebem muito do que eles querem raramente tomam cuidado com qualquer coisa que eles têm.

Por que eles deveriam? Afinal, a experiência diz a eles que mais está sempre a caminho.

As crianças merecem o melhor. Eles merecem ter pais para cuidar de suas necessidades de proteção, carinho e direção. Além disso, elas merecem ouvir seus pais dizer NÃO, muito mais vezes do que SIM, quando se trata dos seus desejos caprichosos.

Elas merecem aprender o valor do esforço construtivo e criativo. Oposto ao valor do esforço gasto choramingando deitado no chão, chutando e gritando, ou jogando um dos pais contra o outro. Elas merecem aprender que o trabalho é a única maneira verdadeiramente gratificante de obter qualquer coisa de valor na vida. E que quanto mais duro elas se esforçarem, mais completo será o êxito.

No processo de tentar proteger a criança da frustração os pais viraram a realidade de cabeça para baixo. Uma criança criada nessa forma invertida pode não ter as habilidades necessárias para se virar sozinha quando chegar a hora disso.

Aqui vai uma regra simples: vire o mundo dos seus filhos de cabeça para cima, dando-lhes tudo o que eles realmente precisam, mas não mais de 25% do que eles simplesmente querem.

Eu chamo isso de Princípio de Privação Benigna.

Quando tudo isso é dito e feito, a palavra de três letras que mais constrói  caráter na língua portuguesa é “NÃO” – Vitamina N. Distribua com frequência. Você será mais feliz a longo prazo, e assim será o seu filho!”

Com a maturidade aprendi a valorizar o simples, a dar valor ao que realmente importa e ser feliz com pouco!

Por isso, não demore muito para perceber que é preciso de pouco para ser FELIZ, e que a sua FELICIDADE não depende de ninguém!

CARNAVAL

O Carnaval sempre fez parte da minha vida. Pra mim essa festa representa alegria e liberdade.

Alegria porque é uma época que a tristeza da lugar para alegria, e por alguns momentos os problemas desaparecem, e a gente só quer “viver e não ter a vergonha de ser feliz”… (assim como diz a música).

Liberdade porque podemos ser o que temos vontade, colocar a fantasia pra fora e simplesmente se divertir.

Sou paulistana, mas sempre amei o carnaval.

Quando criança e na adolescência ia nas matinês das marchinhas, sempre fantasiada e com muitos confetes e serpentinas.

No interior de SP, onde meus avós moravam, brincava nos bloquinhos de rua.

Quando adulta, essa paixão por carnaval fez eu realizar o sonho de sair numa escola de samba, a Asas de Águia.  Comprei a fantasia, fui nos ensaios, decorei a música para estar preparada pro grande dia. A emoção de entrar na avenida, ouvir e sentir o som da bateria é inexplicável!

Há 10 anos moro em Salvador, e tive a sorte e o privilégio de viver de todas as formas um dos melhores carnavais do país: dentro e em cima do trio, na pipoca, no camarote…e, não é possível explicar com palavras a energia do carnaval da Bahia.

O carnaval é uma festa para todas as idades e classes sociais. Basta vestir sua fantasia ou seu abadá, se encher de alegria e cair na folia!

FAMÍLIA

Mãe, pai, avós, tios, tias, primos, irmãos, sobrinhos, cunhadas…

Como é bom estar em família!

É como voltar à origem, resgatar a essência, voltar para “casa”, resgatar referências.

Minha família é divertida, unida, mas como toda boa família, tem sempre uma “briguinha”.

Teve churrasco na roça, pesqueiro, sorvete e lanche na praça, boteco na praça, carteados à noite e cafés da tarde deliciosos.

Quando estamos reunidos, tem sempre muita comida, muita bebida, todos falando ao mesmo tempo, muita música, alegria e também choro, mas, principalmente muito amor envolvido!

2017 x 2018

2017 foi um ano de muitas mudanças, com muitos acontecimentos bons e ruins, tristes e alegres e o mais importante, de muitos aprendizados.
Crio as minhas expectativas / metas, baseadas em SAÚDE, FAMÍLIA, LAZER (neste item está viagens, lugares novos, amigos, etc) e APRENDIZADOS/REALIZAÇÕES (cursos, livros, trabalho, etc).

Na SAÚDE, fui relapsa com alguns cuidados, iniciando e não concluindo alguns processos. Gosto de começar o ano fazendo um ckeckup, marcando exames, pra depois ficar só acompanhando e fazendo manutenção. Em 2017 não fiz todos os exames que deveria ter feito. Em 2018 quero marcar todos os médicos logo no início do ano, não só pra mim, mas para meus filhos.
Sobre atividade física, iniciei e parei inúmeras vezes, não mantive a frequência desejada. Espero que em 2018 consiga ter mais disciplina para me exercitar no mínimo 3 vezes por semana.
Deixei de comer carne vermelha há aproximadamente 6 meses, e tenho me sentido melhor com essa escolha, está sendo um “treinamento”, para quem sabe passar a ser vegetariana a partir desse ano.
Em relação à FAMÍLIA, sempre acho que estou em “débito”, que poderia ter feito mais, que deveria ter estado mais presente, e muitas vezes sou “engolida” pela rotina e me distancio dos meus familiares. Não dou conta nem do grupo Família no WhatsApp..rss. Neste item, sempre espero melhorar, participar mais, ligar mais, ser mais paciente e presente.
No LAZER, mesmo com todas as dificuldades financeiras que enfrentei esse ano, tento me programar e priorizar algumas coisas: fiz 5 viagens: no carnaval para Fortaleza com toda a família, no meio do ano para Foz do Iguaçu, em setembro para o Rio de Janeiro, e realizei o meu sonho de ir ao Rock in Rio, em dezembro, fiz uma viagem para o Guarujá com minhas amigas (também era um sonho a ser realizado para todas nós), e ainda em dezembro, vim para Minas Gerais para as festas de fim de ano com minha família.
Fui ao cinema algumas vezes, assisti à muitos filmes, fui a shows, teatro, parques.
Para 2018, espero fazer ao menos 2 viagens, ir mais à praia, estar mais entre amigos e conhecer novos lugares (mesmo que dentro da minha cidade), e experimentar novos sabores, novos restaurantes.
Sobre o APRENDIZADOS/REALIZAÇÕES, fiz bem menos do que gostaria, li pouco, trabalhei muito e não investi em cursos, quero em 2018 fazer fotografia e teatro, 2 cursos que tenho muita vontade de fazer.
Não posso esquecer, que em maio de 2017 resolvi criar meu blog, o Tenho 40+, não é um blog profissional, mas é um espaço onde escrevo sobre meus pensamentos, sonhos, realizações, tenho curtido muito ter esse espaço só meu.
Como comentei anteriormente, foi um ano difícil financeiramente, fiz alguns ajustes, mudei de apartamento, comprei menos roupas, reduzi as idas ao salão de beleza, mudei pacotes de telefone, assinatura de TV, etc…mas, tenho muito o que aprender no aspecto economia.
Mas, uma coisa é certa: por mais que planejamos, não temos o controle de nada, o mais importante é seguir nosso coração e dar valor ao que realmente importa.
Acima de tudo, sou grata por tudo e todos, que de longe ou perto fizeram a diferença, pelas pessoas que conheci e por tudo que aprendi.
Meu desejo é saúde e paz no coração, força e coragem para lutar pelos sonhos!
Que venha 2018, estou pronta!

“Estar” entre amigas

Já escrevi aqui sobre amizade, e a importância de se ter Amigos (as).

Agora quero escrever sobre “estar”, porque não basta ter, tem que “estar”.

Estar presente, estar em conexão, estar disponível…

Saí de Salvador para SP para dedicar um fim de semana as minhas amigas…um fim de semana só nosso: sem interferências, sem barreiras, sem filtros…

A diversão começou dias antes da viagem: mais de 1000 mensagens pelo WhatsApp, muitos planos, lista de compras, combinações e descombinações, até que o grande dia chegou!

Teve todas falando ao mesmo tempo, teve choro, revelações, declarações, futilidades, cumplicidade, carinho, e muita, muita gargalhada, de faltar o ar e doer a barriga de tanto rir…

Teve sol, mar, muitas fotos, muita bebida e chocolate.

E, principalmente, teve muito Amor!

Passou muito, muito rápido, e o fim de semana chegou ao fim…

Voltei pra casa cansada, mas, revigorada e energizada.

Foi maravilhoso, recomendo para todos essa experiência.

Que venham outras viagens!

Tenho 40

Tenho amigas…

NATAL

Ahhhh como eu amo o Natal!!!

Tenho lindas recordações sobre essa data, das reuniões em família, da minha avó cantando “então é Natal…” e todos chorando abraçados, da expectativa pela chegada do papai Noel, da casa enfeitada, da mesa bonita e farta, da oração com todos de mãos dadas…

Ahhh o Natal, quantas lembranças você me traz…

Adoro a magia que paira no ar…a vibe positiva em torno do mês de dezembro…

Independente da crença religiosa, o Natal é uma data que simboliza o nascimento, e, nascimento é prosperidade, esperança e alegria.

Todos os símbolos do Natal tem um significado de origem religiosa, mas, que traduzem União, Família, Solidariedade e de Luz!

Gosto de ver a casa enfeitada com Árvore de Natal, Papai Noel, velas e pisca-pisca…

Da ingenuidade da criança que escreve a cartinha para o Papai Noel, os olhos brilhando e a alegria estampada no rosto quando vê o bom velhinho…

Da ceia de Natal, onde o mais importante, não são as comidas e os presentes, mas, a troca de carinho entre família e amigos.

Do  abraço apertado de Feliz Natal às 24 horas do dia 24 de dezembro.

De ver a cidade fica mais bonita e as pessoas mais solidárias!

Pra mim o Natal, é a ternura do passado, saber valorizar o presente e a esperança do futuro.

É o resgatar aquela criança que existe em cada um de nós, e simplesmente se deixar envolver pela magia que contagia!

FELIZ NATAL!

 

SOL – MEU FILHO DE 4 PATAS

Sol, é meu filhinho de pelo que ilumina e alegra nossos dias.

Há um pouco mais de 7 anos ele chegou nas nossas vidas. Já estávamos em Salvador há 1 ano, e faltava algo pra nos completar.

Mudar pra Salvador teve o alto preço de deixar família e amigos em São Paulo, e de alguma forma tínhamos que reconstruir e preencher essa ausência, e o Sol teve e tem grande contribuição nessa reconstrução.

Sua doação e amor é incondicional. Ele faz parte da nossa família e preenche nossos dias.

Fica perto quando estamos tristes, como quem diz: Não fica assim, eu estou aqui…

É companheiro quando nos sentimos sozinhos, e as vezes fica de longe só olhando como se tivesse cuidando de nós, pronto pra nos proteger.

Sol, é sinônimo de calor, luz, alegria e é essencial nos nossos dias… O nome não podia ser mais apropriado.

 

 

INÍCIO, MEIO E FIM…

Não escrevo há algum tempo, acho que quase 1 mês…

Vivi e sobrevivi ao “inferno astral”, e aos poucos estou retomando a vida real.

Passei dias pensativa e reflexiva, sobre o passado e o futuro. Tentando lembrar quem eu fui e imaginar quem serei daqui pra frente…tentando me encontrar!

Acredito no “poder” dos ciclos, na importância do início e fim, claro, sem desmerecer o meio.

Acredito que tudo tem um fim. Como diz Renato Russo: …”o pra sempre, sempre acaba…”

E todo fim, traz um novo ciclo: como no fim do ano, ou no fim de um relacionamento, no término de um contrato de trabalho, ou nos aniversários.

Pensamos no que fizemos ou não, no que queremos ou não, o que deu certo ou errado, planejamos o futuro, sonhamos e criamos novas expectativas.

Depois dos 40, todos esses pensamentos ficam mais intensos, já não há mais tempo a perder, mas sempre há tempo de fazer diferente e recomeçar.

Os sentimentos de tristeza, angústia e sofrimento ainda surgem, mas não são mais tão intensos. O que era muito relevante deixa de ser.

As prioridades mudam, temos pressa, urgência de viver!

Com a maturidade, me dei conta do quanto os fins são importantes para me manter em movimento, e ter a chance de mudar e estar em constante transformação.

ADULTO X CRIANÇA

Como é bom ser criança…

Pena que não temos muita noção do quanto é bom enquanto ainda somos criança…

Hoje, mesmo com meus 40 e poucos, consigo lembrar com muita clareza de muitos momentos da infância que me marcaram:

Das brincadeiras de rua, de brincar de casinha, filhinho, marido, de professora…

Lembro-me dos amigos, da escola, das “broncas” dos meus pais, das “brigas” com meus irmãos, dos presentes de Natal, aniversário e dia das crianças, dos sonhos…

Quando somos crianças sonhamos em “crescer”, sonhamos com a profissão, com o casamento, filhos, com a liberdade e independência financeira…

Nem parece que passou tanto tempo, e passou muito rápido…

Muitas vezes, me pego pensando sobre algo da infância como se fosse ontem. Na realidade, a criança que fomos, continua presente, mas, o SER ADULTO, as responsabilidades, compromissos, sociedade, e a visão que passamos a ter quando crescemos, faz com que percamos o lado infantil, puro e ingênuo sobre o mundo e as pessoas…Que pena!

A frase de uma música explica esse sentimento muito bem:

 …”é que a gente quer crescer, e quando cresce quer voltar pro início…é que o joelho ralado, dói bem menos que um coração partido…”

O segredo é não esquecer a criança que existe em nós, é tentar achar o equilíbrio entre o SER ADULTO e a CRIANÇA que ainda somos: LIVRE, LEVE E FELIZ!

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO…

E o Rio de Janeiro continua lindo…

Mesmo com todo estado de falência…

Mesmo com todo caos…

Mesmo com toda falta de segurança…

Mesmo com toda insegurança…

O Rio de Janeiro continua lindo e exuberante, o seu mar continua azul e gelado, o Cristo Redentor continua de braços abertos,  o Pão de Açúcar e Mirante do Leblon com sua vista perfeita, a Pedra da Gávea, o Jardim Botânico, o calçadão de Copacabana, o Pôr do Sol do Arpoador, etc…tudo continua lindo, porque essa beleza vem de Deus, e todo o “mal” que está no RJ vem da ganância do Homem, pelo dinheiro e poder.

Voltamos ao RJ…

Sempre que viajo, faço uma programação com o roteiro dos passeios de acordo com os dias que ficarei na cidade.

Dessa vez, em função do caos na Rocinha, invasão do Exército no local, fuga dos traficantes, etc, fomos “obrigados” a alterar a programação, excluindo em boa parte a Zona Sul da cidade.

A sensação de medo e insegurança está em todos os lugares e nos olhares das pessoas, e por onde se anda, vem o recado: cuidado com a bolsa, com o celular, cuidado no transporte público, fique sempre atento…ufa!

O único roteiro realizado “com sucesso” foi o Rock in Rio, no mais, nos aventuramos por outros caminhos:

Teve tarde na Barraca Pesqueiro, na Barra da Tijuca, com amigos e ao som de boa música;

Conhecemos Niterói e o MAC – Museu de Arte Contemporânea, e a famosa arquitetura do Oscar Niemeyer;

Passeamos pelo Museu do Amanhã;

E fizemos uma breve passagem pela Zona Sul, na Lagoa e Praia de Ipanema.

Vivemos o dia-a-dia da cidade:

Andamos de BRT, VLT e táxi…

Comemos pizza, churrasco, hâmburguer, comida japonesa e o pastel com caldo de cana do Centro por 2,50 reais…

Ouvimos rock, música sertaneja, e claro alguns funks que só os cariocas conhecem…

Curtimos a família e amigos que moram por lá.

E voltamos pra casa, ainda com a certeza de que o Rio de Janeiro continua e estará sempre lindo e abençoado pelo Cristo Redentor, que dessa vez não fomos até ele, mas, por onde passamos conseguíamos vê-lo, de longe ou de perto, de braços abertos, olhando e cuidando de toda a cidade.

Ahhh, o Rio de Janeiro continua lindo!