INÍCIO, MEIO E FIM…

Não escrevo há algum tempo, acho que quase 1 mês…

Vivi e sobrevivi ao “inferno astral”, e aos poucos estou retomando a vida real.

Passei dias pensativa e reflexiva, sobre o passado e o futuro. Tentando lembrar quem eu fui e imaginar quem serei daqui pra frente…tentando me encontrar!

Acredito no “poder” dos ciclos, na importância do início e fim, claro, sem desmerecer o meio.

Acredito que tudo tem um fim. Como diz Renato Russo: …”o pra sempre, sempre acaba…”

E todo fim, traz um novo ciclo: como no fim do ano, ou no fim de um relacionamento, no término de um contrato de trabalho, ou nos aniversários.

Pensamos no que fizemos ou não, no que queremos ou não, o que deu certo ou errado, planejamos o futuro, sonhamos e criamos novas expectativas.

Depois dos 40, todos esses pensamentos ficam mais intensos, já não há mais tempo a perder, mas sempre há tempo de fazer diferente e recomeçar.

Os sentimentos de tristeza, angústia e sofrimento ainda surgem, mas não são mais tão intensos. O que era muito relevante deixa de ser.

As prioridades mudam, temos pressa, urgência de viver!

Com a maturidade, me dei conta do quanto os fins são importantes para me manter em movimento, e ter a chance de mudar e estar em constante transformação.

ADULTO X CRIANÇA

Como é bom ser criança…

Pena que não temos muita noção do quanto é bom enquanto ainda somos criança…

Hoje, mesmo com meus 40 e poucos, consigo lembrar com muita clareza de muitos momentos da infância que me marcaram:

Das brincadeiras de rua, de brincar de casinha, filhinho, marido, de professora…

Lembro-me dos amigos, da escola, das “broncas” dos meus pais, das “brigas” com meus irmãos, dos presentes de Natal, aniversário e dia das crianças, dos sonhos…

Quando somos crianças sonhamos em “crescer”, sonhamos com a profissão, com o casamento, filhos, com a liberdade e independência financeira…

Nem parece que passou tanto tempo, e passou muito rápido…

Muitas vezes, me pego pensando sobre algo da infância como se fosse ontem. Na realidade, a criança que fomos, continua presente, mas, o SER ADULTO, as responsabilidades, compromissos, sociedade, e a visão que passamos a ter quando crescemos, faz com que percamos o lado infantil, puro e ingênuo sobre o mundo e as pessoas…Que pena!

A frase de uma música explica esse sentimento muito bem:

 …”é que a gente quer crescer, e quando cresce quer voltar pro início…é que o joelho ralado, dói bem menos que um coração partido…”

O segredo é não esquecer a criança que existe em nós, é tentar achar o equilíbrio entre o SER ADULTO e a CRIANÇA que ainda somos: LIVRE, LEVE E FELIZ!