Meu 1o filho – meu bebê

Com 23 anos me tornei mãe, na realidade, com 22 (1 semana antes de completar 23 anos).

Foi uma gravidez inesperada, mas, nunca, jamais, pensei em não levar adiante.

Eu estava no penúltimo ano da faculdade, fazendo estágio e noiva. O momento não era nada favorável, mas, a ideia de ser mãe me deixou muito feliz.

Tinha uma visão romântica da maternidade, e isso, independe da idade, toda mulher tem, até se deparar com a realidade.

Sem ter a mínima ideia do que estava por vir, me casei grávida de 6 meses, de véu e grinalda.

3 meses depois, estava eu: casada, mãe e universitária. Como foi difícil!

Na época, pensei em desistir da faculdade, mas, graças ao apoio dos meus pais, consegui concluir, e antes mesmo de me formar, já estava trabalhando em outro estágio.

Por muito tempo fiquei ausente como mãe: trabalhava, estudava, deixava meu bebê, bem cedo (ainda dormindo), com minha mãe, e pegava tarde da noite, por volta das 24hs, também dormindo.

A vida é feita de escolhas, e nem sempre temos consciência das consequências dessas escolhas.

Eu escolhi seguir em frente, estudar, me formar, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Queria dar o melhor para aquele pedacinho de gente, que dependia tanto de mim. E desse pedacinho de gente, vinha minha força e coragem.

Com certeza, o que sou hoje, devo também ao meu filho Lucas.

E assim, em meio a muitos erros e acertos, o tempo foi passando.

Quem dera os filhos viessem com manual de instruções…

Minha mãe se separou do meu pai, quando o Lucas tinha 2 anos, por isso, com 3 anos ele já ficava na escola o dia todo.

Quanto ele estava com quase 5 anos, eu me separei, e aí, era só nós dois.

Quantos momentos difíceis passamos!

Quando meu filhote estava com 7 anos, conheci o Anderson, meu 2o. marido e pai da Maria Luiza.

Nos mudamos para Salvador quando ele tinha 12 anos. Essa minha decisão também foi muito difícil para o Lucas, porém, em pouco tempo estava super adaptado.

Aqui, estudou em 4 colégios, e repetiu 2 vezes, até concluir o ensino médio.

Meu Deus, como a adolescência é complicada.Vale escrever um outro post, só para falar dessa tão complexa fase.

Mas…tudo passa, e a adolescência também passa.

Hoje, meu bebê tem 20 anos, é universitário, trabalha e namora…

Tenho tanto orgulho do Homem que se tornou!

De uma coisa tenho absoluta certeza: TUDO, TUDO VALEU A PENA!

Tenho filhos

Tenho 40

 

MUDANÇA

Não gosto da sensação de estagnação, nada é permanente, estamos em constante movimento.

Gosto desse movimento, de sair da zona de conforto, do novo, do imprevisível, do diferente, do improvável…

Já mudei de estilo e mudei o cabelo inúmeras vezes…

Já mudei de rumo, mudei de estado, mudei de emprego, mudei de casa, de marido…

Já mudei de religião, de ideia e quebrei paradigmas…

Já mudei de sonhos e fiz novos planos…

Já me reinventei algumas vezes!

Não acredito que a mudança deva acontecer somente com a “dor”, ou quando algo não está dando certo, acredito que estamos em constante processo de mudança, porque um dia nunca é igual ao outro, e como já ouvi em algum lugar, “só não muda, quem já morreu”.

Então, MUDE!

Tudo

Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida.

 

Reflita

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas …
Que já têm a forma do nosso corpo …
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares …

É o tempo da travessia …
E se não ousarmos fazê-la …
Teremos ficado … Para sempre …
À margem de nós mesmos…

 

Fernando Pessoa

FOZ DO IGUAÇU

Após pesquisa sobre alguns destinos, que pudessem se encaixar com o tempo curto de férias (5 dias) x custos/benefícios, resolvi por Foz do Iguaçu.

Estive lá com meu pai quando eu tinha uns 14 anos, ficou na minha memória afetiva, e sempre pensei em voltar.

Fomos eu, Anderson e Malu. Como o Lucas está trabalhando, não pode ir.

Saímos no dia 25 (domingo), bem cedo. O voo estava marcado para 5h30, tivemos que madrugar. Uma escala em SP com intervalo de 2 horas até o embarque, mas, tudo dentro do previsto.

Chegamos ao hotel próximo das 13h, e estávamos morrendo de fome. Por sorte, em frente ao hotel tinha um Shopping, que nos salvou de pagar um buffet de R$ 80,00 por refeição / pessoa. Só deixamos as malas no quarto e fomos almoçar.

De volta ao hotel, estávamos exaustos, precisávamos dormir um pouco…

Quando acordamos, fomos explorar o Hotel Mabu Thermas Grand Resort, e aproveitar para relaxar nas piscinas de água quente.

Enquanto estivemos em Foz, fez sol durante o dia, e bem frio no início da manhã e a noite.

A noite pedimos um lanche no quarto e dormimos.

26.06 – segunda-feira

Eu já havia fechado todos os passeios, assim como os traslados aeroporto x hotel x aeroporto, com a agência Iguassutur.

Nesse dia, fomos visitar o Paraguai e fazer o tour de compras. Optamos pelo Shopping Paris, por causa da segurança e conforto. É um shopping enorme, com 4 andares, sendo no 4o. somente praça de alimentação. Nos concentramos no Shopping China, que ocupa todo o 3o. andar, onde ficamos até as 13h. Almoçamos, e 14h30 seguimos para o hotel.

Descansamos um pouco e fomos para o Duty Free Shop Puerto Iguazu, para mais umas comprinhas.

De lá, seguimos para o Ice Bar Iguazu. É bem diferente, mas, não aguentamos ficar os 30 min da visita.

Já era próximo das 19h, fomos visitar uma rua de comércio de alimentos na Argentina e jantar na Churrascaria Tio Querido para comer o “famoso” chorizo.

27.06 – quarta-feira

Acordamos cedo, dia de visitar as famosas Cataratas do Iguaçu.

Fomos 1o. para o Parque das Aves. Um lugar lindo, com muito verde, onde entramos e ficamos próximos das aves soltas, aves de diversos tipos, mas, a atração principal eram as araras, uma mais linda que a outra.

Após a caminhada no parque, pegamos o ônibus que nos levaria até um determinado ponto, para depois, seguirmos andando para apreciar tamanha beleza, a qual, não existem palavras para explicar a sensação de sentir de pertinho a força da natureza. A caminhada em meio as quedas d’água levou em torno de 1 hora, e durante, muitos cliques e contemplação.

O percurso termina em um deck bem próximo as quedas, onde é impossível não sair todo molhado.

Almoçamos no Parque do Iguaçu e fomos para o último passeio do dia: O Macuco. Um passeio de barco pelo rio, que chega bem próximo das quedas d’água. A sensação é maravilhosa. Um passeio emocionante e imperdível.

Voltamos para o hotel, e saímos apenas para jantar no shopping.

28.06 – quarta-feira

Havia fechado o passeio das Cataratas do lado argentino, mas, resolvemos trocar pelo passeio à Usina Hidrelétrica. Foi interessante conhecer a história da construção da Usina, e sua importância para o Brasil e Paraguai, mas, não gostei muito do passeio, talvez, se as portas onde sai a água estivessem abertas seria bem mais bonito.

O passeio todo é dentro de um ônibus de turismo, com uma gravação explicando sobre o trajeto, com algumas paradas para as fotos.

Saímos de lá, e fomos visitar o templo budista, um lugar muito bonito.

Almoçamos numa churrascaria no Centro de Foz do Iguaçu, e fomos curtir um pouco mais do hotel que é maravilhoso e merecia ser melhor aproveitado.

29.06 – Quinta-feira

Acordamos um pouco mais tarde, tomamos um belo café da manhã, terminamos de arrumar as malas e seguimos rumo aeroporto.

No caminho paramos no Museu de Cera. Sempre tive curiosidade de conhecer, e valeu a pena.

A volta não foi como esperávamos, o primeiro voo foi cancelado, 4 horas de espera, e no 2o. voo, 2 horas de atraso. Conclusão: a chegada estava prevista para as 20h do dia 29, e chegamos as 3h30 do dia 30…Enfim, tudo faz parte do pacote.

O melhor de Foz?

Seu cartão postal, as Cataratas.

Voltaria só para ver, sentir e ouvir novamente!

Cadê meu tempo?

Adoro escrever sobre tudo: pensamentos, lugares , assuntos do cotidiano, etc

Para isso criei o blog, sem maiores intenções, mas, para deixar registrado o que escrevo…

No início me cobrava sobre a “obrigação” de escrever todos os dias, depois, uma amiga me disse: escreva quando tiver vontade / assunto, 1 vez por semana…

O fato é que não quero fazer de algo prazeroso uma “obrigação”, e sim, simplesmente para ter um espaço só meu, ou melhor, mas compartilhado por todos, e um tempo dedicado pra mim.

Mas, cadê o tempo que sumiu?

Queria que o dia tivesse 36 horas.

Desde a viagem de mini férias, não consegui encontrar esse tempo, e lá se foram quase 3 semanas de ausência.

Cheguei de viagem numa quinta, mudei na sexta, voltei a trabalhar na terça.

E ainda estou tentando colocar em ordem minha casa, meu trabalho, minha vida…

Espero conseguir me organizar logo, e zerar a lista enorme de pendências, para que eu possa retomar minhas metas pessoais, entre elas, escrever!

Tenho pendências

Tenho compromissos

Não tenho tempo

Tenho 40!